terça-feira, 23 de outubro de 2018

Secretariado Executivo: perfil de quem assessora


Caros estudantes e profissionais de secretariado,

compartilho com vocês o texto que escrevi em 2005, quando lecionava a disciplina de Técnicas de Secretariado, no curso de Secretariado Executivo Bilíngue, da Universidade Regional de Blumenau.

Naquela ocasião fazíamos reflexões com muita frequência sobre o perfil do futuro profissional de Secretariado Executivo. Vocês profissionais hoje.

Quem sabe alguns aspectos deste texto ainda possam servir de inspiração para você construir e orientar sua caminhada profissional na área.

Uma leitura proveitosa!






Você tiraria o chapéu para este perfil de um ASSESSOR EXECUTIVO  
01.   O assessor/gestor deve estar atento às mudanças de valores, crenças e comportamentos, às mudanças do mercado de trabalho, à evolução profissional, às necessidades da empresa em que atua. Além disso, deve antecipar-se a essas mudanças, automotivando-se e desenvolvendo-se pela aprendizagem contínua.
02.   Ser um profissional da área de assessoria executiva é investir no crescimento e na harmonia pessoal e profissional e ter ciência do seu importante papel de agente de mudança e da atuação como gerente e agente facilitador.
03.   A “corporação virtual” está exigindo de um assessor/gestor capacidade de analisar dados e informações, intervir, identificar e solucionar problemas, propor e promover a venda de soluções por meio da manipulação de símbolos (dados, palavras, representações orais e visuais), agilidade de raciocínio, criatividade, iniciativa, autonomia e qualidades comportamentais.
04.   O mercado absorverá, cada vez mais, os profissionais que forem líderes na motivação e criação de ambientes de trabalho receptivos a talentos, criatividade e ideias, para estarem a frente dessa missão ao lado dos dirigentes.
05.   Exige-se competência de comunicação verbal e escrita em, no mínimo, dois idiomas estrangeiros, para elaborar documentos empresariais, discursos, palestras e conferências, interpretar e sintetizar textos.
06.   Para um profissional de assessoria e gestão é essencial saber conviver harmoniosamente com as pessoas no ambiente profissional e social. Em outras palavras, deve ter capacidade de estabelecer relações interpessoais estáveis e eficazes entre as pessoas, para ser bem sucedido no trabalho em equipe, na gestão e resolução de conflitos.
07.   A “organização fundamentada na informação” (Peter Drucker) está na procura por profissionais capazes de criar seu próprio entusiasmo, com atitudes necessárias para transformar pensar em fazer. Para tanto, deve saber aplicar com eficácia as técnicas de assessoramento e as funções gerenciais para planejar, organizar, coordenar e gerenciar rotinas administrativas, projetos e processos, e assessorar executivos e equipes de trabalho.
08.   Requer-se capacidade de empreender, trazendo ideias e práticas inovadoras e pondo-as em prática. Capacidade de encaminhar soluções práticas e rápidas.
09.   Um assessor/gestor deve saber se posicionar no mercado como um fornecedor de habilidades e conhecimentos, que auxiliado pela tecnologia de informação e comunicação, torna-se capaz de prestar serviços para empresas localizadas em qualquer continente. Isso requer que seja conhecedor dos rumos dos negócios no mundo da economia globalizada, para saber lidar com as mudanças, adaptar-se e aprender a conviver dentro de um contexto flexível.
10.   Um assessor/gestor deve ter capacidade de se responsabilizar pelo seu desenvolvimento pessoal e profissional contínuo. Vontade de querer crescer e ser alguém de atitude diante das inúmeras situações inusitadas ou não que possam surgir no cotidiano do agir profissional e da convivência em sociedade. Ter postura e ética profissional.
Professora Eliane Wamser
Janeiro de 2005

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PERTENCIMENTO: é "agir" com propósito




WAMSER, Eliane

elianewamser@outlook.com



 Certa tarde de julho de 2015, minha sobrinha Emily, sua amiga Fran e eu conversávamos na cozinha sobre o que estavam estudando na escola. Emily prontamente disse que em Ciências estavam desenvolvendo um projeto sobre a Mata Atlântica. E eu, diante de minha sabedoria de tia, disse:

- Emily, você lembra que no ano passado ficamos um final de semana na casa do avô da Fran no meio da floresta? Lá estávamos cercados pela Mata Atlântica.

E ela respondeu: “Tia Eliane, você sabia que aqui na sua casa você tem Mata Atlântica?”

 Imediatamente ela saiu da cozinha e foi até o escritório. Parou defronte a impressora, tirou uma folha de papel A4, mostrou-me dizendo: “Tia Eliane, isso aqui é Mata Atlântica.”

Minha resposta gaguejando: “Você tem razão, Emily. Quanta Mata Atlântica eu tenho aqui em casa. E na estante de livros então?”

Na sua maneira singela, Emily demonstrou e exercitou seu sentimento de pertencimento à natureza. Aliás, um sentimento que praticamos (ou deveríamos praticar) no cotidiano onde moramos, onde trabalhamos, onde nos divertimos, onde estudamos, no grupo de amigos com os quais convivemos.
                                Orquídea cultivada no jardim da minha mãe.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Etiqueta e comportamento corporativo


Conceituação



“Como os sinais de trânsito e os mapas rodoviários, o protocolo do escritório nos protege de colidir com os outros, de magoar os sentimentos dos colegas ou de prejudicar a reputação de uma firma.”  

Quem escreveu isso foi Amy Vanderbilt (1908-1974), em seu livro The Amy Vanderbilt Complete Book of Etiquette, no início dos anos 70, com a experiência que tinha como consultora em etiqueta de diversas organizações, inclusive no Departamento de Estado norte-americano. 

Talvez seja esse o objetivo mais bem definido a respeito da importância de se conhecer e saber aplicar – ainda no século XXI - normas e regras de civilidade e boas maneiras tanto em nosso convívio social como no ambiente de trabalho. 

“Não existe nenhuma sociedade

sem boas maneiras.” (Margaret Visser)

O conhecimento e a prática correta das normas que regem o comportamento geram benefícios imediatos tanto para quem as pratica como para a organização do qual se faz parte.

Possibilitam um comportamento com mais confiança, simplicidade e naturalidade diante de situações inusitadas, além de melhorarem o relacionamento entre colegas, dirigentes, visitantes, .... 

Dito de outra forma, facilita o convívio entre as pessoas por meio de comportamento adequado a cada ocasião e cerimônia, dando segurança aos anfitriões e aos convidados. Contribui no sentido de se criar uma convivência baseada no respeito mútuo das pessoas.

Sem dúvida, as regras de etiqueta, ou o código de comportamento como também é denominado, são flexíveis e tem-se adaptado desde o século XVII, época em que na corte francesa do Rei Luís XIV resolveu-se estender o código de conduta, o protocolo da corte, para a burguesia emergente que começava a frequentar as cerimônias palacianas com o intuito de evitar constrangimentos durante as solenidades. Há regras que caíram em desuso, outras foram deixadas de lado, outras tantas tiveram que ser reelaboradas diante da mudança que vamos vivenciado nos relacionamentos do mundo contemporâneo.

É posto que a mera e simples aplicação das regras de etiqueta não garante um retorno positivo no quesito civilidade e educação social. Hoje em dia quando se fala em regras de boas maneiras e etiqueta, a preocupação vai na direção de se querer sensibilizar o outro para normas de civilidade e sociabilidade, do que uma mera necessidade de se aprender como cruzar as pernas ou dobrar um guardanapo ou não ao término da refeição, por exemplo.

O desafio da etiqueta, na atualidade, é garantir com que cada pessoa consiga observar e perceber o outro, e respeitá-lo, acima de tudo, como um ser humano que tem seu jeito de agir e pensar.